domingo, 9 de maio de 2010

Care-Sheet Opheodrys aestivus


Nome cientifico: Opheodrys aestivus

Media de vida: Pode viver até 20 anos.

Tamanho: 100cms

Habitat natural: Estas cobras podem ser encontradas em zonas pantanosas

Dieta: Pequenos artrópodes e anfibios

Temperamento: Muito dócil

Substrato: Forest bark, jungle bark, enquanto bebés recomendo sempre o uso de papel de cozinha (o substrato ajuda a manter as humidades elevadas)

Terrário: Enquanto pequenas podem ficar bem num faunário ( terrário de plástico com "pequenas" dimensoes, uma vez adultas é melhor começar-se a pensar num terrário definitivo, recomendo 45*45*45 ( ou se possível maiores dimensões, claro, a nivel de altura ). Necessária lampada de UVB pelo menos 5.0 e temperaturas entre os 25º a 30º. Manter as humidades a 70% com borrifos diários.

Como pegar: Nunca pegar na cobra na zona do pescoço nem na cauda, pegar nela a "meio" do corpo, quando for para a retirar do faunario / terrário, nunca agarrar com força pois pode magoar a cobra, uma vez que ela tiver nas maos deixá-la "explorar" livremente.

Observações: Não é recomendada para iniciantes em cobras, é uma cobra com tendência a morrer facilmente em cativeiro.

Care-Sheet Tiliqua scincoides


Terrario
Embora este lagarto não pareca muito grande pode atingir os seus 60 cm, logo tem que ter um terrario por volta dos 100*60*50 (Comp*prof*alt), se possivel maior, claro.

Substrato - Enquanto pequeno, papel de jornal / cozinha, em adulto, forest bark ( por exemplo ), mas não se perde nada em continuar com o papel de cozinha, apenas estética, mas há coisas mais importantes.

Iluminação / Aquecimento
O lagarto de lingua azul é diurno logo percisa de uma luz UVB ligada 12h por dia, essa luz, tem como função simular a radiação solar.

O aquecimento tambem deve ser feito por lampada, visto que estes animais percisam de um basking spot, para lampada de aquecimento sugiro uma lampada de ceramica, pois apenas emite calor, ao contrario das luzes de IV (Infra vermelhos), que imetem uma luz vermelha que por o menos, na minha opiniao stressa os animais, ha quem diga que eles não destinguem a cor da lampada, mas apenas por uns euros máis vale investir na lampada de ceramica, até porque esta não se funde com a facelidade que se funde uma IV.
A lampada deve estar 24h por dia ligada a um termostato. As temperaturas no basking spot devem ser entre 30º a 35º (máximo 40º), durante a noite não devem descer até menos de 23º.

Dieta
Os lagartos de lingua azul são omnívoros, alimentando-se principalmente de vegetais e insectos, normalmente a dieta consiste em 60% vegetal e 40% animal. Varios vegetais congelados, muitos verdes, pequenas quantidades de comida de cão de alta qualidade, grilos, tenébrios e até mesmo pinkies. Agua fresca deve ser posta no terrario todos os dias.

Manuseamento
Os lagartos de lingua azul sao muito doceis e curiosos. Eles podem ser amansados facilmente e manuseados por crianças pequenas. Eles tem garras, não vao propriamente arranhar, mas pode assustar ou meter impressão a alguem que nunca tenha pegado em um, por isso convem estares sempre a vigiar de perto quando alguem pegar no teu lagarto de lingua azul por a primeira vez. Como muitos lagartos omnívoros e carnívoros, os lagartos de lingua azul podem achar que os dedos humanos sejam alimento e pode tentar comelos caso esteja zangado. Como todos os outros repteis, é sempre melhor lavar as maos antes e depois de os manusear, se estiveres a agarrar mais alguma coisa, eles geralmente a mordem.

Incubação
O lagarto de lingua azul atinge a maturidade sexual entre os 18 aos 24 meses, a femea é ovovivipara, ao fim de 100 dias, depois dos ovos ecludirem no interior da femea ela da á luz a cria.

Factos rapidos:
Tamanho: Cerca de 60 cm.
Peso: 283-510 g.
Tempo de vida: Pode chegar a 20 anos.
Origem: Original da Australia e da Nova Guiné.






Care-Sheet Pogona vitticeps


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Iguania
Família: Agamidae
Género: Pogona
Espécie: Pogona vitticeps
Nome comum: Dragão barbudo

Esperança média de vida: 7 a 12 anos.

Tamanho em adulto: Pode atingir os 60 centímetros.

Habitat natural: O dragão barbudo é originário da Austrália. Pode ser encontrado em zonas semi-desérticas, florestas secas e planícies de vegetação rasteira semelhantes a savanas (tudo zonas onde o solo é terra e não areia). Esta espécie é semi-arborícola e passa grande parte do seu tempo em árvores mortas e ramos secos, onde pode passar largas horas ao sol.

Dieta: Omnívoro e de apetite bastante voraz, como dieta base deveria ser dado grilos.

Temperamento: Esta espécie é bastante dócil e interactiva, é social e bem conhecida pela sua enorme energia e actividade. Isto, aliado ao variadíssimo número de padrões e a facilidade em mantê-los em cativeiro, tornou os dragões barbudos um dos animais de estimação de eleição para os amantes de répteis.

Terrario: Devido à sua grande actividade esta espécie precisa de algum espaço. Para dragões pequenos e a título temporário, um terrário de 45*45*30 cm (comprimento*profundidade*altura), e em adultos 90*45*45 cm (mais uma vez C*P*L) será o ideal. É de salientar que estas são as medidas indicadas para apenas um dragão. É altamente desaconselhado manter dois machos juntos, mesmo que em juvenis tolerem a presença um do outro, ao crescerem rapidamente se tornaram agressivos e as lutas serão mais que frequentes (estas lutas acabam normalmente na decepação de dedos, patas ou cauda).

Substrato: Talvez o ponto mais discutível no que concerne ao terrário de dragões barbudos.
Devido à sua natureza bastante curiosa e a sua fome insaciável, todos os substratos soltos representam grande risco de impactação.
Em bebes e juvenis os dragões papel é indiscutivelmente o substrato ideal. Em adultos apesar de, pelos hábitos e pelo tamanho o risco de obstrução por ingestão de substrato diminuir, não deixa de existir, por isso é ainda desaconselhado o uso de areia ou outro substrato solto. Neste caso o conselho vai para pedras (xisto é sempre uma boa opção, relativamente fácil de encontrar e aquece bem uma vez que é escuro), repti-carpet e, claro, papel.

Iluminação: Sendo desértico e tendo o hábito de passar largas horas ao Sol, este lagarto tem grandes necessidades de ultravioletas. Como tal, é aconselhado o uso de lâmpadas com factor de UV 10.0 ou 8.0, não menos. É importante que esta lâmpada seja instalada dentro do terrário e a luz incida directamente sobre o dragão, a existência de ecrãs ou vidros impede a transmissão dos ultravioletas. Há ainda que acrescentar que tem de haver, no mínimo dos mínimos, um local onde o dragão se consiga posicionar a menos de 30 cm da lâmpada, uma vez que a partir desta distância a dissipação de raios UV já é muito grande. Esta iluminação deve ser substituída de seis em seis meses uma vez que estas lâmpadas vão perdendo capacidade de emissão de ultravioletas.
Fotoperíodo:
. Verão: 14 horas de luz, 10 de noite;
. Inverno: 12 de dia e 12 de noite.

Aquecimento: É crucial assegurar um bom aquecimento. Uma vez que este animal tem os sensores térmicos na parte de cima do dorso e cabeça, o ideal será o aquecimento ser feito por lâmpada. Pessoalmente aconselho as lâmpadas de cerâmica devido à sua maior eficiência, ao não emitirem de luz de espectro visível (embora se diga que os répteis não conseguem ver os IV’s, esta temática é ainda alvo de alguma discussão) e, por fim, devido à sua maior durabilidade.
Principalmente nos terrários definitivos (onde há espaço para isso) é importante criar um basking spot, que consiste na zona mais quente do terrário, onde o dragão se irá deitar sobre o calor intenso de uma lâmpada (lâmpada de spot).
Quanto às temperaturas diurnas:
. Lado quente: 32ºC a 35ºC;
. Lado frio: 25ºC a 28ºC;
. Spot: 38ºC a 41ºC.
Temperatura nocturna: 21ºC a 24ºC.

Decoração do terrário: Esta questão deve ser abordada com a devida cautela, o objectivo é assegurar ao nosso animal um espaço onde ele possa recriar todas as actividades que teria no seu meio natural. Troncos, pedras e algum espaço amplo para poderem movimentar-se à vontade são elementos essenciais. Depois, os habituais esconderijos. Quanto ao bebedouro, não é preciso um grande recipiente uma vez que isto será um incentivo a frequentes banhos e os dragões não são muito higiénicos, ou seja, muitas vezes defecam na água, por isso é preciso especial atenção com os bebedouros, é importante lavar o recipiente e mudar a água assiduamente.


Care-Sheet Eublepharis macularius


Antes de comprar
Antes de mais nada, quem tiver interessado em adquirir sáurios, como o gecko leopardo, deve ter a clara noção que estes animais não são como um cão ou um gato. Apesar de a maioria destes animais se tornarem bastante mansos, não pense domestica-lo para lhe dar a pata.
Para além disso, é também preciso saber que os materiais necessários para manter um réptil não são baratos, se não tem possibilidades financeiras, o melhor é arranjar outro tipo de animal de estimação.
Os geckos leopardo são animais nocturnos, e de habitos terrestres, que podem viver até 20 anos!

Terrário e Acessórios
Os geckos leopardo são animais nativos do clima desértico do norte da Índia e Paquistão, mas não do deserto do Sahara! Se está à espera de ver um terrário com muita areia e um gecko leopardo, esqueça, pois de onde estes animais vêm não há areia, mas sim rochas, rochedos, pedras e "calhaus". Como tal, deve arranjar um terrário com um mínimo de 60cm de comprimento por 45cm de largura por 45cm de altura para ter dois ou três exemplares. Deve ser bem arejado, construído em vidro ou madeira própria.
Pode possuir no terrário rochas e troncos, para que o gecko descanse nas rochas ou trepe os troncos, três tocas escuras, que podem ser simples tupperwares virados ao contrário, uma delas húmida (pode usar um guardanapo molhado ou humus, é simples e eficaz), pois na altura da muda de pele estes animais requerem um ambiente mais húmido. Um sinal que o gecko está a mudar a pele é este ficar com a pele muito esbranquiçada. A muda demora entre um e dois dias. Não facilite no que toca às tocas humidas, pois trocas de pele mal efectuadas podem levar mesmo até à morte do seu gecko.


O substrato deve ser composto enquanto o gecko for jovem por papel de cozinha ou então toalhetes daqueles usados em restaurantes. Mesmo em adultos, este é o melhor substrato a usar. NÃO USE AREIA OU OUTROS SUBSTRATOS FINOS E SOLTOS, pois os geckos, assim como a maioria dos répteis, utilizam a língua para "cheirar" tudo o que lhes aparece à frente, e a ingestão da areia que vai agarrada à língua do gecko pode levar a compactação intestinal que na maioria dos casos é fatal.
Como bebedouro basta usar uma tampa de boião ou outra coisa que sirva para o efeito, depende dos gostos e imaginação de cada um. Deve haver água fresca no terrário todos os dias.

Aquecimento
Para aquecimento, utilize uma lâmpada de cerâmica de 60 ou 100w, ligada a um termóstato que controla a temperatura e verifique as temperaturas com um termómetro de preferência digital, com sonda. As temperaturas diurnas na zona mais quente devem ser de 30/32º e durante a noite baixar para os 26/28º, no entanto, uma temperatura por volta dos 32 pode ser perfeitamente usada constantemente durante o dia e durante a noite. A lâmpada não deve estar no centro do terrário, pois deve-se criar um gradiente de temperatura, isto é, devemos ter uma zona quente, imediatamente abaixo da lâmpada, e uma zona fria, no outro extremo do terrário.

Iluminação
Como são animais nocturnos, não necessitam de luz artificial para produzir cálcio. No entanto, uma lampada de ultra-Violetas de baixa potência não fará mal nenhum ao animal e ajuda a recriar o ciclo dia/noite dentro do terrário. Procure ter a lâmpada ligada cerca de 12 horas por dia, até 14 nos meses de verão: Durante a noite pode também usar uma lâmpada nocturna, simula a luz da lua, dá um aspecto bonito no terrário e não prejudica o animal, e também ajuda a manter as temperaturas da noite. Dependendo do tamanho do terrário, uma lâmpada nocturna até 50w é o suficiente.

Alimentação
A alimentação dos geckos deve ser rica e variada, no entanto deve assentar numa base de alimentos. Pode basear a alimentação em larvas de tenébrio e grilos, mas devem ser dadas também baratas argentinas, larvas de buffalo, gafanhotos e a geckos adultos também podem ser dados pinkis (ratos bebés). Deve ser dado alimento de dois em dois dias, preferencialmente à noite, e de 3 em 3 doses deve ser adicionado o complemento vitaminico . Se cria o seu próprio alimento vivo, tenha atenção à alimentação que dá aos seus insectos. Procure dar dietas equilibradas, para que também os geckos beneficiem indirectamente da boa alimentação dos insectos.

Manuseamento
Os geckos leopardo, apesar de aceitarem bem o manuseamento se forem habituados desde de pequeninos, não gostam de serem mexidos, apenas o toleram, assim como a maioria dos répteis.
Como tal, evite andar sempre com ele na mão, ou evite expo-lo demasiado ao clima fora do terrário pois isso pode ser muito stressante para o animal.
Nos primeiros tempos, evite totalmente manuseá-lo, deixe-o habituar-se ao terrário, e não se descuide com as temperaturas e luzes, pois isso também stressa o animal. Se algum dia se descuidar e o seu gecko tiver de cair ao chão, é preferível deixá-lo cair do que pegar pela cauda pois esta pode soltar-se facilmente e a queda acontece na mesma. Isso não irá matar o animal, mas vai crescer uma nova com aspecto completamente diferente e nada normal.


Higiene
Os geckos são animais bastante asseados e limpos, procure o local onde o seu gecko defecou a primeira vez e coloque lá um guardanapo ou algo do genero, pois ele certamente vai utilizar essa zona como "casa de banho"









Care-Sheet Anolis carolinensis


Fisiologia, dimorfismo e terrário
A temperatura deve andar nos 27/29º durante o dia, baixando uns 3º a 4º durante a noite. Devem ter uma iluminação a simular a luz solar, com emissão de raios UVA/UVB, não muito forte, mas ligada durante 12 de inverno e 14 horas de verão para simular o ciclo dia/noite, e também as estações do ano no terrário e para promover a absorção de cálcio nos ossos dos Anolis.

Temperatura e iluminação

É um réptil de pequeno porte, variando o tamanho de 15 a 18cm, sendo os machos maiores. Estes têm um papo rosa para defender o seu território e como são muito territoriais, devem ser mantidos apenas um macho em cada terrário. Apesar de pequenos, exigem um terrário com cerca de 45cm x 45cm x 45cm (Comprimento, largura, altura) para albergar cerca de 4 a 5 indivíduos. A altura é o factor mais importante, pois gostam
bastante de trepar a folhas e galhos


Húmidade
Humidade sempre alta, em torno dos 60/80%, para isso basta borrifar o terrário algumas vezes durante o dia com água (uma vez de manha e outra à tarde pode ser suficiente).
Utilize plantas naturais e substratos próprios para terrário tropicais, pois favorecem a humidade dentro do terrário, e como os Anolis são animais trepadores, vão adorar andar de planta em planta.

Alimentação
Alimentação é feita de pequenos insectos como grilos, gafanhoto, larvas de tenébrio ou buffalo, moscas da fruta, e ocasionalmente larvas de zophobas e pequenos gafanhotos, se encontrar à venda.

Observação
São animais assustadiços nas mãos do ser humano, mas muito bonitos de ser ver no terrário, pois quando se sentem seguros, aparecem frequentemente para observação, não são tímidos assim. Deve conter esconderijos no terrário de modo a que se escondam quando se sentem ameaçados, para não stressarem. Para além disso, são animais de muito fácil reprodução em cativeiro, as femêas chegam a por 2 ovos de cada vez, durante um periodo de acasalamento que vai desde a Primevera até ao Verão.
Apesar de tudo, são repteis que não devem ser manuseados, pois no seu meio natural estão sempre alerta de predadores, e stressam muito facilmente com o contacto humano..

Care-Sheet Agalychnis callidryas


TAXONOMIA

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Hylidade
Género: Agalychnis
Espécie: Agalychnis callidryas

DISTRIBUIÇÃO
São rãs arborícolas que habitam as florestas tropicais quentes e húmidas (preferencialmente junto aos rios que atravessam as mesmas) da América Central, México, Panamá e algumas populações vivem ainda no norte da Colombia.

DESCRIÇÃO E COMPORTAMENTOS
São rãs com uma coloração base de cor verde, que pode variar de um verde-claro (durante o dia, quando há maior intensidade de luz solar) para um verde escuro ou até um acastanhado (durante a noite, devido à ausência de radiação).
São conhecidas pelos seus enormes olhos vermelhos, que são, possivelmente, a razão pela sua excelente visão nocturna.
As patas têm um laranja vivo, os membros posteriores um traço azul e a nos flancos do dorso têm riscas azuis e amarelas. O seu ventre é branco.
Alguns exemplares podem apresentar pontos brancos no dorso.

Estas colorações podem variar (cores mais escuras ou claras) de população para população, dependendo da sua zona de distribuição.

Calcula-se que todas estas colorações (olhos vermelhos, patas laranjas e listas azuis e amarelas) ajudam esta rã a afugentar predadores quando as exibe ao ser incomodada.

Durante o dia dormem sobre ou preferencialmente, por baixo de folhas largas, camuflando-se ao esconder todas a suas cores. Possuem uma pálpebra que não lhes retira completamente a visão, pelo que podem permanecer camufladas sem mostrar os seus griandes olhos vermelhos, e observar o que se passa em seu redor.










Pormenor da pálpebra A dormir sobre uma folha larga



SEXAGEM
A forma mais fácil de sexar as RETF é a partir do seu tamanho em adulto. Os macho são mais pequenos que as fêmeas. Machos ficam com cerca de 5 a 6cm e as fêmeas um pouco maiores podem atingir dimensões dos 5.1 aos 7cm.
Outra forma de sexar, é ouvindo as chamadas feitas pelos machos à noite, quando excitados (embora tanto os machos como as fêmeas marquem território pelo coachar, apenas os machos emitem os chamamentos específicos chamados “choros de acasalamento”.).
Durante a época de reprodução os machos desenvolvem umas pequenas almofadas nupciais acastanhadas nas patas dos membros anteriores.

TERRÁRIO
Devem ser mantidas em terrários espaçosos, com boa ventilação e bem plantados com plantas que possuam folhas capazes de suportar o seu peso (pothos é uma boa opção).
Um terrário 45 x 45 x 60 (comprimento x largura x altura) é suficiente para albergar 2 indivíduos (embora não haja necessidade de serem alojadas em comunidade). Ainda assim, quanto mais espaço se poder disponibilizar melhor.
Pode optar-se por um terrário em vidro com plantas naturas e substrato de humus ou turfa, ou por um terrário mais simples, feito a partir de uma caixa de arrumação, com plantas artificiais e substrato de papel de cozinha. (Ambas as opções têm vantagens e desvantagens, de fácil conclusão)
Os indivíduos jovens deverão ser mantidos em terrários de menores dimensões onde lhes será facilitada a obtenção de alimento até atingirem o estado adulto.
Deve ser fornecida água num recipiente apropriado para que as rãs se possam hidratar.

Não será má ideia adicionar uma zona aquática ao terrário. No entanto esta não deverá ocupar todo o fundo (apenas à volta de 1/3), uma vez que estas rãs necessitam de espaço terrestre. Caso se opte por esta opção, deverão ser colocadas rochas ou troncos na água de forma a facilitar a saída das rãs da zona aquática.

Plantas recomendáveis para as RETF:
Anthurium spp.
Philodendron spp.
Scindapsus aureus (pothos)
Spathiphyllum spp.

TEMPERATURA
O terrário deverá ter uma temperatura durante o dia entre os 24ºC (zona mais fria) e os 29ºC (zona mais quente). À noite estes limites podem descer cerca de 4ºC.
O aquecimento poderá ser feito por cabo, tapete ou pelas lâmpadas que se utilizaram para fazer o ciclo dia/noite, que acabam por produzir calor.

HUMIDADE
Não é necessário, nem recomendável, manter os níveis de humidade extremamente altos que são recomendados em alguns sites, uma vez que manter níveis constantes de elevada humidade (90% p.exemplo) irá favorecer o aparecimento e desenvolvimento de infecções. Assim, deverá manter-se uma humidade por volta dos 60% a 85%, atingindo os 100% após borrifar o terrário.

(Poderá manter-se uma humidade constante de cerca de 60% durante o dia, aumentando à noite para os 80%/85%, de modo a prevenir as referidas infecções)

DIETA
Estas rãs podem ser mantidas numa dieta base constituída por grilos ou baratas de pequeno tamanho.
Animais adultos podem ser alimentados 2 ou 3 vezes por semana, comendo de 2 a 8 grilos (aproximadamente). Animais juvenis devem ser alimentados todos os dias.
Excesso de comida causa stress, pelo que se deve evitar oferecer mais do que aquilo que a rã consegue comer.
De modo a variar a sua dieta, podem ser também oferecidas moscas comuns de casa ou ainda vários tipos de minhocas, como minhocas da terra, bichos-da-seda ou larvas da cera (nem todos os indivíduos aceitam bem minhocas, possivelmente devido à sua lenta locomoção)

Um bom suplemento vitamínico e de cálcio deve ser adicionado ao alimento vivo.
A alimentação deverá ser feita à noite, quando as rãs estão acordadas e prontas para caçar.

REPRODUÇÃO
Como a maioria das rãs arborícolas, as RETF reproduzem-se durante a época mais húmida do ano (estação chuvosa). Esta época chuvosa vai, em meio natural, de Março a Setembro e é posterior a uma época mais seca, onde a humidade se encontra mais baixa assim como a temperatura.
Assim, para reproduzir as RETF em cativeiro, poderá ser necessário reproduzir estas condições (embora que, com sorte, possam acasalar e reproduzir-se sem que estas condições sejam recriadas).
Deve começar-se por simular o período de seca. A temperatura deve manter-se um pouco abaixo do normal, algo entre os 21ºC e os 27ºC durante o dia. A humidade deverá ser também baixa, podendo deixar que o substrato seque. No entanto as rãs deverão ter sempre acesso a um recipiente com água para se poderem hidratar. A quantidade e frequência de alimentação devem ser também reduzidas durante este período.
Na Natureza, este período pode durar até 4 meses. No entanto, em cativeiro, as rãs apenas precisam de estar sujeitas a estas condições por algumas semanas, para estarem preparadas para acasalar.

Após este período de seca, as rãs devem voltar a ser alimentadas com frequência, a temperatura deve voltar ao normal e a humidade deve ser elevada (borrifando o terrário várias vezes ao dia).
Se forem bem alimentados os macho irão começar a cantar e as fêmeas a produzir ovos.
Nesta altura as rãs poderão ser movidas para uma Rain Chamber, onde irá ser simulada a estação das chuvas.

(Rain Chamber é um terrário que possui um sistema de chuva. O fundo é normalmente todo preenchido por água, onde se encontra um filtro que a bombeia para o topo do terrário onde vai depois ser libertada em pequenas gotas, em forma de “chuva”. )

http://www.youtube.com/watch?v=Ton81abd8WU
RETF rainchamber

Esta Rain Chamber deverá ter plantas de folha larga onde as fêmeas poderão depositar os ovos.
Numa noite, uma fêmea pode depositar até 250 ovos. Estes poderão ser removidos para um recipiente à parte, ou podem ser deixados a desenvolver nas folhas onde foram depositados, e mais tarde, os girinos desenvolverão na zona aquática da Rain Chamber. Deve certificar-se de que é mantida uma elevada humidade na Rain Chamber para que os ovos não sequem.

(Por vezes os ovos podem ser depositados num dos vidros laterais da Rain Chamber, estes terão de ser necessariamente removidos para outro recipiente, com a ajuda de um cartão de crédito (por exemplo))

Por volta de uma semana depois dos ovos terem sido depositados , eclodem os girinos, caindo das folhas para a água (caso tenham sido deixados na Rain Chamber).
A temperatura da água deverá manter-se à volta dos 24ºC, para o conseguir pode ser utilizado um simples termostato de aquário.
À medida que os girinos vão desenvolvendo a profundidade da água pode ser aumentada.
Os girinos podem ser alimentados com flocos de comida de peixe, podendo também comer algumas das algas que se vão criando naturalmente na zona aquática.

(Com cerca de 1 semana, caso se estejam activos e a alimentar-se bem, será boa ideia mover os girinos para um aquário, onde terão mais estabilidade para continuar o seu desenvolvimento.)
Cerca de 1 a 2 meses depois, os girinos deverão ter desenvolvido os seu membros e completado a sua metamorfose.
Para prevenir afogamentos, na zona aquática devem ser colocados troncos, plantas grandes capazes de emergir à superfície e pode ainda ser depositado algum bark que ficará a flutuar à superfície.
Quando se verificar que o desenvolvimento do girino está completo, as rãs poderão ser movidas para um terrário com um setup simples, que lhe permita obter facilmente o alimento.

“PONTOS CHAVE” COM AS RETF
- São rãs muito sensíveis que stressam com facilidade, pelo que se deve reduzir o manuseamento ao estritamente necessário.
- Também devido à facilidade com que stressam, são rãs que não toleram erros como outras espécies. Assim é importante ter o terrário bem estabilizado, com as temperaturas e humidades correctas antes de adquirir o animal.
- Têm um certa tendência a arranjar infecções e por essa razão é importante manter o terrário limpo, removendo os produtos de excreção. Para evitar estas infecções, a humidade não deverá ter valores constantes extremamente altos (90%, por exemplo), como já foi referido em cima.
-Deve também assegurar-se da qualidade da água que está ou é introduzida no terrário. (niveis de cloro, cloramina, metais pesados, etc)